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Pesquisadores testam tecnologia que transforma pensamentos em senhas

Em um futuro não tão distante, em vez de usar senhas para navegar por nossas vidas digitais, talvez possamos apenas pensar para acessar diversos serviços online.

Pesquisadores da Escola da Informação de Berkeley, da Universidade da Califórnia, afirmam ter desenvolvido um método que usa biossensores para diferenciar com precisão as ondas cerebrais de assuntos específicos como videoclipes, imagens, ou outras tarefas mentais. A atividade cerebral resultante dessas tarefas parece ser inerente a cada indivíduo e pode um dia substituir os tradicionais (e hackeáveis) sistemas de segurança de senha.

Os pesquisadores usaram um leitor EEG (eletroencefalograma) disponível comercialmente, que é vendido por menos de 100 dólares da NeuroSky. O dispositivo Bluetooth usa uma "ligação seca" via sensor colocado na testa. Ele lembra um pouco um headset de telefone, só que o microfone está na sua testa e não na frente de sua boca.

De acordo com o site da NeuroSky, enquanto o seu dispositivo não pode sentir neurônios específicos, ele pode registar "um estado mental dominante, impulsionado pela atividade coletiva dos neurônios".

Cobaias foram convidadas a executar diversas tarefas mentais, como focar na sua respiração, imaginar o dedo se movendo para cima e para baixo, ou ouvir um tom de áudio enquanto se concentra em um ponto. Cada indivíduo também teve a sua atividade cerebral medida durante a realização de tarefas mentais personalizadas, tais como a visualização de um movimento repetitivo de um esporte familiar, cantar silenciosamente uma música de sua escolha, ou focar em um pensamento de sua escolha por 10 segundos.

A equipe afirma que, ao personalizar um "limiar de autenticação" para cada usuário, eles foram capazes de manter as taxas de erro abaixo de 1%.

Biometria "não colou"

Enquanto os fabricantes têm experimentado diversas formas de identificação biométrica, elas ainda não foram amplamente adaptadas devido ao custo, à falta de velocidade, e talvez até mesmo por conta de temores latentes do público de como essa informação pode ser usada para uma "Skynet" do futuro. (Biometria é, no entanto, abertamente defendida por nações como a Índia, que espera registrar informações biométricas em mais de um bilhão de seus residentes).

Estas ondas cerebrais ou tecnologia de "senhas pensadas" - em seu estado atual - parece gastar muito tempo para ser prático para muitas das tarefas diárias. No entanto, se provar ser precisa, ela pode ser útil para tarefas raramente usadas (acessadas ??esporadicamente).

Se as versões futuras de smartphones ou outras tecnologias "vestíveis" (estilo iWatch, só que projetadas de modo que já estarão prontas para colar em nossas cabeças, literalmente) ganhassem a habilidade de ler EEGs - e a atividade cerebral de indivíduo poderia ser estabelecida com precisão e confiabilidade em menos de cinco segundos, este poderia ser o primeiro esquema biométrico a se tornar difundido.

O público provavelmente vai aprender a usar um sistema que acaba com o esquema de segurança contemporâneo centrados em senhas. Nossas vidas modernas estão repletas delas (até demais). Precisamos delas para acessar todo tipo de coisa, desde tablets até o Twitter.

Por conta disso, nossas senhas deveriam ser uma combinação de números e caracteres sem sentido - o que com certeza é mais seguro, mas também mais fácil de esquecer.

Nossa crescente dependência em automação e do mundo virtual só promete tornar os nossos sistemas de segurança de senha mais difíceis. Uma vez que nossas vidas digitais ganharem a capacidade de nos reconhecer de forma confiável, acessível e rápida, o público prontamente abraçará o estilo de vida livre de senhas.

Fonte: IDGNOW! - http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/04/15/pesquisadores-testam-tecnologia-que-transforma-pensamentos-em-senhas/

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